Um vírus de computador nada mais é que um
programa ou instrução de máquina que visa a prejudicar o próprio usuário ou a
terceiros.
Em informática, um vírus de computador é
um software malicioso que vem sendo desenvolvido por programadores que, tal
como um vírus biológico, infecta o sistema, faz cópias de si mesmo e tenta se
espalhar para outros computadores, utilizando-se de diversos meios.
A maioria das contaminações ocorre pela ação do
usuário, executando o arquivo infectado recebido como um anexo de um e-mail. A
contaminação também pode ocorrer por meio de arquivos infectados em pen
drives,CDs e outros. A segunda causa de contaminação é por Sistema Operacional
desatualizado, sem correções de segurança, que poderiam corrigir
vulnerabilidades conhecidas dos sistemas operacionais ou aplicativos, que
poderiam causar o recebimento e execução do vírus inadvertidamente. Ainda
existem alguns tipos de vírus que permanecem ocultos em determinadas horas,
entrando em execução em horas especificas.
Índice
História
Evolução da quantidade de vírus informático ao
longo dos anos.
Em 1987, Len Eidelmen demonstrou em um seminário
sobre segurança computacional, um programa auto-replicante em um sistema
VAX11/750. Este conseguia instalar-se em vários locais do sistema. Um ano
depois, na 7th Annual Information Security Conference, o termo vírus de
computador foi definido como um programa que infecta outros programas,
modificando-os para que seja possível instalar cópias de si mesmo. O primeiro
vírus para PC nasceu em 1986 e chamava-se Brain, era da classe dos Vírus de
Boot, ou seja, danificava o sector de inicialização do disco rígido. A sua
forma de propagação era através de um disquete contaminado. Apesar do Brain ser
considerado o primeiro vírus conhecido, o título de primeiro código malicioso
pertence ao Elk Cloner, escrito por Rich Skrenta.
Cronologia
Evolução dos vírus dos micro-computadores
- 1983 - O pesquisador Fred Cohen (Doutorando de Engª. Elétrica da Univ. do Sul da Califórnia), entre suas pesquisas, chamou os programas de códigos nocivos como "Vírus de Computador". No mesmo ano, Len Eidelmen demonstrou em um seminário sobre segurança computacional, um programa auto-replicante em um sistema VAX11/750. Este conseguia instalar-se em vários locais do sistema.
- 1984 - Na 7th Annual Information Security Conference, o termo vírus de computador foi definido como um programa que infecta outros programas, modificando-os para que seja possível instalar cópias de si mesmo.
- 1986 - Descoberto o primeiro vírus para PC. Chamava-se Brain, era da classe dos Vírus de Boot, ou seja, danificava o sector de inicialização do disco rígido. A sua forma de propagação era através de um disquete contaminado. Apesar do Brain ser considerado o primeiro vírus conhecido, o título de primeiro código malicioso pertence ao Elk Cloner, escrito por Rich Skrenta.
- 1987 - Surge o primeiro Vírus de Computador escrito por dois irmãos: Basit e Amjad que foi batizado como 'Brain', apesar de ser conhecido também como: Lahore, Brain-a, Pakistani, Pakistani Brain, e UIU. O Vírus Brain documentado como 'Vírus de Boot', infectava o setor de inicialização do disco rígido, e sua propagação era através de um disquete que ocupava 3k, quando o boot ocorria, ele se transferia para o endereço da memória "0000:7C00h" da Bios que o automaticamente o executava.
- 1988 - Surge o primeiro Antivírus, por Denny Yanuar Ramdhani em Bandung, Indonésia. O primeiro Antivírus a imunizar sistema contra o vírus Brain, onde ele extrai as entradas do vírus do computador em seguida imunizava o sistema contra outros ataques da mesma praga
- 1989 - Aparece o Dark Avenger, o qual vem contaminando rapidamente os computadores, mas o estrago é bem lento, permitindo que o vírus passe despercebido. A IBM fornece o primeiro antivírus comercial. No início do ano de 1989, apenas 9% das empresas pesquisadas tinha um vírus. No final do ano, esse número veio para 63%.
- 1992 - Michelangelo, o primeiro vírus a aparecer na mídia. É programado para sobregravar partes das unidades de disco rígido criando pastas e arquivos com conteúdos falsos em 6 de março, dia do nascimento do artista da Renascença. As vendas de software antivírus subiram rapidamente.
- 1994 - Nome do vírus Pathogen, feito na Inglaterra, é rastreado pela Scotland Yard e o autor é condenado a 18 meses de prisão. É a primeira vez que o autor de um vírus é processado por disseminar código destruidor.
- 1995 - Nome do vírus Concept, o primeiro vírus de macro. Escrito em linguagem Word Basic da Microsoft, pode ser executado em qualquer plataforma com Word - PC ou Macintosh. O Concept se espalha facilmente, pois se replicam através do setor de boot, espalhando por todos os arquivos executaveis.
- 1999 - O vírus Chernobyl, deleta o acesso a unidade de disco e não deixa o usuário ter acesso ao sistema. Seu aparecimento deu-se em abril. Sua contaminação foi bem pouca no Estados Unidos, mas provocou danos em outros países. A China sofreu um prejuízo de mais de US$ 291 milhões. Turquia e Coreia do Sul foram duramente atingidas.
- 2000 - O vírus LoveLetter, liberado nas Filipinas, varre a Europa e os Estados Unidos em seis horas. Infecta cerca de 2,5 milhões a 3 milhões de máquinas. Causou danos estimados em US$ 8,7 bilhões.
- 2001 - A "moda" são os códigos nocivos do tipo Worm (proliferam-se por páginas da Internet e principalmente por e-mail). Nome de um deles é o VBSWorms Generator, que foi desenvolvido por um programador argentino de apenas 18 anos.
- 2007 - Em torno de 2006 e 2007 houve muitas ocorrências de vírus no Orkut que é capaz de enviar scraps (recados) automaticamente para todos os contatos da vítima na rede social, além de roubar senhas e contas bancárias de um micro infectado através da captura de teclas e cliques. Apesar de que aqueles que receberem o recado terem de "clicar" em um link para se infectar, a relação de confiança existente entre os amigos aumenta muito a possibilidade de o usuário "clicar" sem desconfiar de que o link leva para um worm. Ao clicar no link, um arquivo bem pequeno é baixado para o computador do usuário. Ele se encarrega de baixar e instalar o restante das partes da praga, que enviará a mensagem para todos os contatos do Orkut. Além de simplesmente se espalhar usando a rede do Orkut, o vírus também rouba senhas de banco, em outras palavras, é um clássico Banker.
Dados estatísticos
- Até 1995 - 15.000 vírus conhecidos;
- Até 1999 - 20.500 vírus conhecidos;
- Até 2000 - 49.000 vírus conhecidos;
- Até 2001 - 58.000 vírus conhecidos;
- Até 2005 - Aproximadamente 75.000 vírus conhecidos;
- Até 2007 - Aproximadamente 200.000 vírus conhecidos;
- Até Novembro de 2008 - Mais de 530.000 vírus conhecidos.
- Até Março de 2010 - Mais de 950.000 vírus conhecidos.
- Até Janeiro de 2011 - Mais de 1.200.000 vírus conhecidos.
Crackers e hackers
Nos anos 90 eram aficionados em informática,
conheciam muitas linguagens de programação e quase sempre jovens, que criavam
seus vírus, para muitas vezes, saber o quanto eles poderiam se propagar.
Atualmente é completamente diferente; são pessoas que atacam outras máquinas
com fins criminosos com um objetivo traçado: capturar senhas bancárias, números
de conta e informações privilegiadas que lhes despertem a atenção.
Há quem diga que cracker e hacker são a mesma
coisa, mas tecnicamente há diferenças:
Hacker
São os que quebram senhas, códigos e sistemas de
segurança por puro prazer em achar tais falhas. Preocupam-se em conhecer o
funcionamento mais íntimo de um sistema computacional, ou seja, sem intenção de
prejudicar ou invadir sistemas operacionais ou banco de dados.
Em geral um hacker não gosta de ser confundido
com um cracker. Nesta polêmica, o termo hacker é recuperado por programadores
de computador que argumentam que alguém que invade computadores é chamado de
cracker.
Cracker
É o criminoso virtual que extorque pessoas
usando seus conhecimentos, usando as mais variadas estratégias. Seu interesse é
basicamente o vandalismo.
Porém, já se criou um verdadeiro mercado negro
de vírus de computador, onde certos sites, principalmente russos,
disponibilizam downloads de vírus e kits para qualquer um que puder pagar,
virar um Cracker, o que é chamado de terceirização da "atividade".
Tipos de vírus
Vírus de Boot
Um dos primeiros tipos de vírus conhecido, o
vírus de boot infecta a parte de inicialização do sistema operacional. Assim,
ele é ativado quando o disco rígido é ligado e o sistema operacional é
carregado.
Time Bomb
Os vírus do tipo "bomba-relógio" são
programados para se ativarem em determinados momentos, definidos pelo seu
criador. Uma vez infectando um determinado sistema, o vírus somente se tornará
ativo e causará algum tipo de dano no dia ou momento previamente definido.
Alguns vírus se tornaram famosos, como o "Sexta-Feira 13",
"Michelangelo", "Eros" e o "1º de Abril
(Conficker)".
Minhocas, worm ou vermes
Como o interesse de fazer um vírus é ele se
espalhar da forma mais abrangente possível, os seus criadores por vezes,
deixaram de lado o desejo de danificar o sistema dos usuários infectados e
passaram a programar seus vírus de forma que apenas se repliquem, sem o
objetivo de causar graves danos ao sistema. Desta forma, os seus autores visam
a tornar suas criações mais conhecidas na Internet. Este tipo de vírus passou a
ser chamada de verme ou worm. Eles estão mais aperfeiçoados, já
há uma versão que ao atacar a máquina hospedeira, não só se replica, mas também
se propaga pela internet,pelos e-mails que estão registrados no cliente de e-mail,
infectando as máquinas que abrirem aquele e-mail, reiniciando o ciclo.
Trojans ou cavalos de Tróia
Certos vírus trazem em seu bojo um código a
parte, que permite a um estranho acessar o micro infectado ou coletar dados e
enviá-los pela Internet para um desconhecido, sem notificar o usuário. Estes
códigos são denominados de Trojans ou cavalos de Tróia.
Inicialmente, os cavalos de Tróia permitiam que
o micro infectado pudesse receber comandos externos, sem o conhecimento do
usuário. Desta forma o invasor poderia ler, copiar, apagar e alterar dados do
sistema. Atualmente os cavalos de Tróia agora procuram roubar dados
confidenciais do usuário, como senhas bancárias.
Os vírus eram, no passado, os maiores
responsáveis pela instalação dos cavalos de Tróia como parte de sua ação, pois
eles não têm a capacidade de se replicar.
Atualmente, os cavalos de Tróia não mais chegam
exclusivamente transportados por vírus, agora são instalados quando o usuário
baixa um arquivo da internet e o executa. Prática eficaz devido a enorme
quantidade de e-mails fraudulentos que chegam nas caixas postais dos usuários.
Tais e-mails contém um endereço na Web para a vítima baixar o cavalo de Tróia,
ao invés do arquivo que a mensagem diz ser. Esta prática se denomina phishing,
expressão derivada do verbo to fish, "pescar" em inglês. Atualmente,
a maioria dos cavalos de Tróia visam a sites bancários, "pescando" a
senha digitada pelos usuários dos micros infectados. Há também cavalos de Tróia
que ao serem baixados da internet "guardados" em falsos programas ou
em anexos de e-mail, encriptografam os dados e os comprimem no formato ZIP. Um
arquivo. txt dá as "regras do jogo": os dados foram
"seqüestrados" e só serão "libertados" mediante pagamento
em dinheiro para uma determinada conta bancária, quando será fornecido o código
restaurador.
Também os cavalos de tróia podem ser usados para
levar o usuário para sites falsos, onde sem seu conhecimento, serão baixados
trojans para fins criminosos, como aconteceu com os links do google, pois uma
falha de segurança poderia levar um usuário para uma página falsa. Por este
motivo o serviço esteve fora do ar por algumas horas para corrigir esse bug,
pois caso contrário as pessoas que não distinguissem o site original do
falsificado seriam afetadas.
Outra consequência é o computador tornar-se um
zumbi e, sem que o usuário perceba, executar ações como enviar Spam, se
auto-enviar para infectar outros computadores e fazer ataques a servidores
(normalmente um DDoS, um acrônimo em inglês para Distributed Denial of
Service — em português, ataque distribuído de negação de serviço).
Ainda que apenas um micro de uma rede esteja infectado, este pode consumir
quase toda a banda de conexão com a internet realizando essas ações mesmo que o
computador esteja sem utilização, apenas ligado. O objetivo, muitas vezes é
criar uma grande rede de computadores zumbis que, juntos, possam realizar um
grande ataque a algum servidor que o autor do vírus deseja "derrubar"
ou causar grande lentidão.
Hijackers
Hijackers são programas ou scripts que
"sequestram" navegadores de Internet. Quando isso ocorre, o hijacker
altera a página inicial do browser e impede o usuário de mudá-la, exibe
propagandas em pop-ups ou janelas novas, instala barras de ferramentas no navegador
e podem impedir acesso a determinados sites (como sites de software antivírus,
por exemplo).
Vírus no Orkut
Em torno de 2006 e 2007 houve muitas ocorrências
de vírus no Orkut que é capaz de enviar scraps (recados) automaticamente para
todos os contatos da vítima na rede social, além de roubar senhas e contas
bancárias de um micro infectado através da captura de teclas e cliques. Apesar
de que aqueles que receberem o recado precisam clicar em um link para se
infectar, a relação de confiança existente entre os amigos aumenta muito a
possibilidade de o usuário clicar sem desconfiar de que o link leva para um
worm. Ao clicar no link, um arquivo bem pequeno é baixado para o computador do
usuário. Ele se encarrega de baixar e instalar o restante das partes da praga,
que enviará a mensagem para todos os contatos do Orkut. Além de simplesmente se
espalhar usa a rede do Orkut, o vírus também rouba senhas de banco, em outras
palavras, é um clássico Banker.
Estado Zombie
O estado zombie em um computador ocorre quando é
infectado e está sendo controlado por terceiros. Podem usá-lo para disseminar,
vírus, keyloggers, e procedimentos invasivos em geral. Usualmente esta situação
ocorre pelo fato da máquina estar com seu Firewall e ou Sistema Operacional
desatualizados. Segundo estudos na área, um computador que está na internet
nessas condições tem quase 50% de chance de se tornar uma máquina zumbi, que
dependendo de quem está controlando, quase sempre com fins criminosos, como
acontece vez ou outra, quando crackers são presos por formar exércitos zombies
para roubar dinheiro das contas correntes e extorquir.
Vírus de Macro
Os vírus de macro (ou macro vírus) vinculam suas
macros a modelos de documentos gabaritos e a outros arquivos de modo que,
quando um aplicativo carrega o arquivo e executa as instruções nele contidas,
as primeiras instruções executadas serão as do vírus.
Vírus de macro são parecidos com outros vírus em
vários aspectos: são códigos escritos para que, sob certas condições, este
código se "reproduz", fazendo uma cópia dele mesmo. Como outros
vírus, eles podem ser escritos para causar danos, apresentar uma mensagem ou
fazer qualquer coisa que um programa possa fazer.
Resumindo, um vírus de macro infecta os arquivos
do Microsoft Office (.doc - word,.xls - excel,.ppt - power point,.mdb - access.
Novos meios
Muito se fala de prevenção contra vírus de
computador em computadores pessoais, o famoso PC, mas pouca gente sabe que com
a evolução, aparelhos que tem acesso à internet, como muitos tipos de telefones
celulares, handhelds, VOIP, etc podem estar atacando e prejudicando a
performance dos aparelhos em questão. Por enquanto são casos isolados, mas o
temor entre especialistas em segurança digital é que com a propagação de uma
imensa quantidade de aparelhos com acesso à internet, hackers e crackers irão
se interessar cada vez mais por atacar esses novos meios de acesso a web.
Também se viu recentemente que vírus podem chegar em produtos eletrônicos
defeituosos, como aconteceu recentemente com iPODS da Apple Inc., que trazia um
"inofensivo" vírus (qualquer antivírus o elimina, antes que ele
elimine alguns arquivos contidos no iPOD), nessas situações, avisar o
fabricante é essencial para evitar danos muito grandes.
Existem igualmente vírus que são executados
quando se entra na página através de browser, mais conhecido como vírus
"Script", podendo ser utilizado para invadir o computador ou plantar
outro vírus no computador.
SPLOG
Existem também o falso blog, ou splog, que nada
é mais do que um blog em que na realidade de propaganda, quase sempre, isso é
geralmente para ao avancar as vendas de algum produto, raramente faz algum mal,
mas pode conter links que podem ser perigosos.
Detectando, prevenindo e combatendo os vírus
Nada pode garantir a segurança total de um
computador. Entretanto, você pode melhorar a segurança dele e diminuir a
probabilidade de ser infectado.
Remover um vírus de um sistema sem a ajuda das
ferramentas necessárias é uma tarefa complicada até mesmo para um profissional.
Alguns vírus e outros programas maliciosos (incluindo o spyware) estão
programados para re-infectar o computador mesmo depois de detectados e
removidos.
Atualizar o computador periodicamente é uma ação
preventiva contra os vírus. Além dessa opção, existem algumas empresas que
fornecem ferramentas não gratuitas, que ajudam na detecção, prevenção e remoção
permanente dos vírus.
Para os usuários do sistema operacional (OS)
Windows, abaixo segue a lista de alguns sites que ajudam no combate contra os
vírus.
Antivírus
Os antivírus são programas desenvolvidos
por empresas de segurança, com o objetivo de detectar e eliminar vírus
encontrados no computador. Os antivírus possuem uma base de dados contendo as
assinaturas dos vírus de que podem eliminar. Desta forma, somente após a
atualização de seu banco de dados, os vírus recém-descobertos podem ser
detectados.
Alguns antivírus dispõem da tecnologia
heurística, que é uma forma de detectar a ação de um vírus ainda desconhecido
através de sua ação no sistema do usuário. A Panda Software criou um serviço de
heurística que foi muito popular, porque detectou 98.92% dos vírus
desconhecidos (não na sua base de dados) em um teste. Agora, as pessoas com esta
heurística podem ficar 98.92% mais descansadas.
Hoje em dia os Antivírus podem ter
"Proteção em Tempo Real" que detecta os códigos maliciosos desde que
você inicie o computador até que o desligue. Esta tecnologia torna mais fácil
de o utilizador ficar protegido.
Firewall Pessoal
Os firewall's pessoais são programas
desenvolvidos por empresas de software com o objetivo de evitar que o
computador pessoal seja vítima de ataques maliciosos (ou os "Blended
Threats" - codigos maliciosos que se espalham pela Internet sem que o
utilizador do computador que infecta/está a infectar saiba) e os ataques de
programas espiões. Falando da sua função relacionada com os vírus, este
programa vigia as "portas" (as portas TCP/IP são os meios de
comunicação, associado a um determinado aplicativo, que deixam trafegar a
informação do computador para a rede), de maneira a impedir que os vírus
ataquem num determinado protocolo. Assim, se instalar um firewall pessoal em
seu computador, o usuário está protegido contra ataques de muitos vírus,
evitando que eles tenham acesso ao seu computador e a seus arquivos! O firewall
também protege de ataques de cracker's (pessoas que pretendem invadir
o seu sistema ), porque ao vigiar o tráfego das portas dos protocolos,
conseguem detectar tentativas de intrusões no seu sistema por um
computador remoto.
Antiespiões (antispywares)
Um anti-spyware é um software indicado
para eliminar os espiões (spywares), ou, quando pouco, detectá-los e, se
possível, inativá-los, enviando-os a quarentena. Tal como os antivírus,
necessitam ter sua base de dados atualizada constantemente.
Os anti-spywares costumam vigiar certas entradas
no registro do Windows para detectar tentativas de infecção, mas eventualmente
não conseguem identificar o que está tentando alterar o registro - podendo ser
mesmo um spyware ou de fato um vírus.
Engenharia social
Embora se tenha dado um grande avanço no sentido
de se tornar sistemas computacionais cada vez mais seguros, isso pode de nada
valer frente a engenharia social, que consistem em técnicas para convencer o
usuário a entregar dados como senhas bancárias, número do cartão de crédito,
dados financeiros em geral, seja numa conversa informal e despreocupada em uma
sala de bate papo, em um messenger, onde geralmente costumam ocorrer tais atos,
e até mesmo pessoalmente.
Por isso, NUNCA se deve fornecer qualquer tipo
de senha de qualquer espécie, pois a porta de entrada para a perda de
informações, espionagem, furto de dinheiro em uma conta bancária e detalhes
pessoais podem cair na mãos de pessoas desconhecidas que não se sabe que tipo
de destino podem dar a essas informações. Atualmente, são obtidos dados dessa
espécie e dados mais específicos também (tipo senhas de redes de computadores
de empresas, localização de back door, etc.).
A engenharia Social, não possui o menor vínculo
com o hacking, são técnicas totalmente diferentes uma da outra. "O
Engenheiro Social prevê a suspeita e a resistência, e ele está sempre preparado
para transformar a desconfiança em confiança. Um bom Engenheiro social planeja
o seu ataque como um jogo de xadrez. "
Dinheiro em forma de bits
Com tantos crackers obtendo senhas ao redor do
mundo, é inevitável a criação de vínculos entre eles, que passam a usar dados
roubados como moeda de troca. Hoje os dados de acesso dos usuários são
comercializados por verdadeiras quadrilhas online. É comum encontrar mensagens
do tipo "Tenho a senha de 100 contas bancárias do banco X, quem dá mais por
elas?" em diversos fóruns especializados. Um verdadeiro mercado negro se
forma em salas de bate-papo clandestinas, onde essas negociatas são realizadas
entre um verdadeiro oceano de códigos, siglas e abreviaturas - um prato cheio
para os cyberladrões. De posse de dados de acesso a contas bancárias, os
criminosos virtuais conseguem realizar fraudes e transferências ilegais de
dinheiro com grande facilidade. Há um golpe também conhecido onde os ladrões
realizam pagamentos de contas de terceiros online utilizando contas correntes
roubadas. Mas as contas bancárias não são os únicos alvos: contas de acesso em
comunidades virtuais também são utilizadas em fraudes e para plantar mensagens
com links para download de vírus e trojans.