História
da computação
O desenvolvimento da tecnologia da computação foi a união de várias áreas do conhecimento humano,
dentre as quais: a matemática, a eletrônica digital, a lógica de programação, entre outras.
Computação
A capacidade do ser humano em calcular quantidades nos mais variados
modos foi um dos fatores que possibilitaram o desenvolvimento da matemática e
da lógica. Nos primórdios da matemática e da álgebra, utilizavam-se os dedos
das mãos para efetuar cálculos.
A mais antiga ferramenta conhecida para uso em computação foi o ábaco, e
foi inventado na Babilônia por volta de 2400 a.C. O seu estilo original de uso,
era desenhar linhas na areia com rochas. Ábacos, de um design mais moderno,
ainda são usados como ferramentas de cálculo.
O ábaco dos romanos consistia de
bolinhas de mármore que deslizavam numa placa de bronze
cheia de sulcos. Também surgiram alguns termos matemáticos: em latim
"Calx" significa mármore, assim "Calculos" era uma bolinha
do ábaco, e fazer cálculos aritméticos era
"Calculare".
No século V a.C., na antiga Índia, o gramático Pānini formulou a
gramática de Sânscrito usando 3959 regras conhecidas como Ashtadhyāyi, de forma
bastante sistemática e técnica. Pānini usou meta-regras, transformações e
recursividade com tamanha sofisticação que sua gramática possuía o poder
computacional teórico tal qual a Máquina de Turing.
Entre 200 a.C. e 400, os indianos também inventaram o logaritmo, e
partir do século XIII tabelas logarítmicas eram produzidas por matemáticos
islâmicos. Quando John Napier descobriu os logaritmos para uso computacional no
século XVI, seguiu-se um período de considerável progresso na construção de
ferramentas de cálculo.
John Napier (1550-1617), escocês inventor dos logaritmos, também
inventou os ossos de Napier, que eram tabelas de multiplicação gravadas em
bastão, o que evitava a memorização da tabuada.
A primeira máquina de verdade foi construída por Wilhelm Schickard
(1592-1635), sendo capaz de somar, subtrair, multiplicar e dividir. Essa
máquina foi perdida durante a guerra dos trinta anos,
sendo que recentemente foi encontrada alguma documentação sobre ela. Durante
muitos anos nada se soube sobre essa máquina, por isso, atribuía-se a Blaise
Pascal (1623-1662) a construção da primeira máquina calculadora, que fazia
apenas somas e subtrações.
A primeira calculadora capaz de realizar as operações básicas de soma e
subtração foi inventada em 1672 pelo filósofo, físico e matemático francês Blaise Pascal.
Pascal, que aos 18 anos trabalhava com seu pai em um escritório de
coleta de impostos na cidade de Rouen, desenvolveu a máquina para auxiliar o
seu trabalho de contabilidade.
A calculadora usava engrenagens que a faziam funcionar de
maneira similar a um odômetro.
Pascal recebeu uma patente do rei da França para que lançasse
sua máquina no comércio. A comercialização de suas calculadoras não foi
satisfatória devido a seu funcionamento pouco confiável, apesar de Pascal ter
construído cerca de 50 versões.
A máquina Pascal foi criada com objetivo de ajudar seu pai a computar os
impostos em Rouen, França. O projeto de Pascal foi bastante aprimorado pelo
matemático alemão Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1726), que também inventou o
cálculo, o qual sonhou que, um dia no futuro, todo o raciocínio pudesse ser
substituído pelo girar de uma simples alavanca.
Em 1671, o filósofo e matemático alemão de Leipzig, Gottfried Wilhelm Leibniz introduziu o conceito
de realizar multiplicações e divisões através de adições e subtrações
sucessivas. Em 1694, a máquina foi construída, no entanto, sua operação
apresentava muita dificuldade e sujeita a erros.
Em 1820, o francês natural de Paris, Charles Xavier Thomas,
conhecido como Thomas de Colmar,projetou e construiu uma máquina capaz de
efetuar as 4 operações aritméticas básicas: a Arithmomet. Esta foi
a primeira calculadora realmente comercializada com sucesso. Ela fazia
multiplicações com o mesmo princípio da calculadora de Leibnitz e efetuava as
divisões com a assistência do usuário.
Todas essas máquinas, porém, estavam longe de ser considerado um
computador, pois não eram programáveis. Isto quer dizer que a entrada era feita
apenas de números, mas não de instruções a respeito do que fazer com os
números.
